Acho

Humanos Senhores de si e senhores de outros E amantes do achar Todas as manhãs, quando acordam, Lá vão eles, achar Acham sobre acordar, acham sobre se levantar E acham mesmo que acham Juro, tipo assim: espontaneamente Tomam para si conceitos Conquistam teorias E dedicam-se mesmo a sério a isto de achar Sem nunca descansar Há uns que nem lhe chamam achar Chamam-lhe ter a certeza de Adoráveis, acho que quero um para mim Para me poder entreter com o seu paleio de achador De sabedor De intelectual De filósofo rei De humano que se fez Deus Por um dia duvidar

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Pensas que ao tomar-te tempo me responsabilizo por ti, mas não Não é o que acontece Não, não, é a tua decisão, tudo o que vês decidiste por ver, tudo o que sentes sentes por ti mesmo, sem bodes alh

O que a minha poesia diz

Falha minha achar que achariam o que queria que achassem Sem o dizer explicitamente Aqui está, O que a minha poesia diz É que são burros Tão burros que até dói Vocês, exatamente Esqueço-me sempre que

Simplesmente

Ah palavras bonitas Que compõem esse senso comum que adotamos por adotar Nesta vida que vivemos por viver Confortavelmente moderados e conformadamente escravos Dessas ideias bonitas que vimos formarem

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