Luís

Dizem que o amor não tem preço Eu digo que cada lembrança tua pesa-me no fôlego E custa-me ao respirar Dizem que é cego Bem, preferia que fosse Que antes nada visse a ver e não te ver Outros julgam-no ardente Mas ignoram o gelo que a tua ausência me traz E mesmo quando estás, me arrepio Aclamam-no o mais belo Idiotas, ao menos se te vissem a ti Não haveria mais dessas futilidades Porque tu, amor És a refutação de qualquer argumento de paixão que não te apregoe aos mais altos berros Tu és o absoluto para além do universal O sujeito para além do relativo A razão passada a ferros Porque quem existe e não te ama Ou é louco, ou em muito se engana

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Razões

Eu sentir que é mentira Não faz disso uma mentira Faz de mim estúpido O cheiro do desespero tinge Até ao mais belo dos tecidos Até que, conspurcado, seja descartado E eu evitado, por outras razões

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