Luís

Dizem que o amor não tem preço Eu digo que cada lembrança tua pesa-me no fôlego E custa-me ao respirar Dizem que é cego Bem, preferia que fosse Que antes nada visse a ver e não te ver Outros julgam-no ardente Mas ignoram o gelo que a tua ausência me traz E mesmo quando estás, me arrepio Aclamam-no o mais belo Idiotas, ao menos se te vissem a ti Não haveria mais dessas futilidades Porque tu, amor És a refutação de qualquer argumento de paixão que não te apregoe aos mais altos berros Tu és o absoluto para além do universal O sujeito para além do relativo A razão passada a ferros Porque quem existe e não te ama Ou é louco, ou em muito se engana

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O vento sopra, lá fora

O vento sopra, Lá fora Viver é simples E o vento sopra, Lá fora Eu inspiro O vento sopra Eu expiro O vento sopra, Lá fora Cá dentro, O meu coração bate E lá fora, O vento sopra Há de haver futuro

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