A guerra capital

O inimigo investe O hoje nasce morto O amanhã nem nascerá E o seu espólio de vitória É a nossa cabeça, grande demais Para pensar que um David e Golias sairia da Bíblia Depois da primeira pedra arremessada Escondida a fisga e rendida a bandeira Nada há a fazer Senão testemunhar o apocalipse Proferindo as palavras santas Para os cegos infernais Que esse mundo criou Na esperança de lhes suscitar visão Tal e qual criança e seus sonhos Sonhos que por enquanto são pesadelos Mas continuarei a acordar amanhã Se o amanhã vier Isso prometo E que valor têm promessas?

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