Nossa

O meu sangue

Dou o meu sangue

Todo o meu sangue que é vermelho

É o vermelho da Revolução


O meu coração

Dou o meu coração

O meu coração de humano

E é humana a Causa


A minha garganta

Dou a minha garganta

A minha garganta rouca

Desse grito retido


A minha alma

Dou o meu corpo

Irreverente

Por ti


Não é minha a angústia

Não é meu o sofrimento

Não é minha a dor

É minha a opressão

Que nunca pedi

E vos peço

Que não nos façam viver neste sistema


É nossa a escolha

Vo-la dou

8 visualizações

Posts recentes

Ver tudo

Querida filha

Querida filha, Cada vez me convenço mais que a vida é a poesia da poesia E que a própria poesia não serve o significado Para significado serve a vida, mas não o cumpre Podes pensar a poesia como uma

Valorizadores inválidos

Ó gente linda deste mundo Queridos alvos de condescendência Se ao menos vocês soubessem Que pensar é muito menos virtude que sentir E sentir nem virtude é Se ao menos pudessem ver Que o que pisam não

Monstro

Seu monstro! Odeio-te Quem é que faz isto a uma pessoa?! Eu estava bem, estava sossegado E tu Interrompes-me, como se nada fosse Interrompes-me a vida, bloqueias-me o pensamento, interceptas-me o sent

©2020 por Braqui. Orgulhosamente criado com Wix.com