Orar a ti

Fechado aberto

Aberto fechado

Qual é a diferença?

Nenhuma, toda, um misto

Nada não é distinto, tudo é confuso

Não interessa

Porque nos importamos?

A relevância não existe

Nós é que queremos que ela exista

"Nós" também não existe

Eu é que quero que ele exista

Que ela não exista, também era bom

Que não me magoasse ela existir quando digo que ela não existe

E ela existir para outros

E, por estupidez, não existir para mim

Mas tenho a certeza que eu existo

E quero existir sem pesos

Que a minha vida agora seja tão leve quanto a minha vida para a eternidade o é

Sentiria tanto quanto o tempo sente

Inevitávelmente, o branco está à minha espera

E eu não sei de que cor é

Talvez juntas...

Todas as cores juntas dão preto

O preto nada me dá

Por ser tudo, nada me dá

Por ser finito, o infinito não me diz nada


Tu, nada me dizes

19 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Beija-flor

Escrevo um verso. Caso lhe chame poesia Não o será, nunca Se escrever três versos Em que renuncio E escrevo uns outros a anunciar Torno-os dispersos Perco o pio E fico a ressacar

Florir

Seria irónico descrevê-la distante Mas se é lá que eu a vejo Brilhante, sempre brilhante Brilho do qual só recebo lampejos Não sei porque a ambiciono Porque haveria eu de saber alguma coisa? Por cada

Al-Cácer, que havia de vir

Alcácer Quibir Fecho os olhos Vejo as horas E lá está ele Como que à minha espera Quimera de tão inocente ocorrência De tão farto relato E tão aborrecida e inquietante despreocupação Dessa tão boa alm