Supostas dívidas

Se sentado ignoro o movimento do mundo

Eles que se movendo ignorem o meu repouso

Não lhes devo a minha felicidade


Se acham que esta cadeira me torna hipócrita

Eles que preferem opressão a hipocrisia

Sejam burros, e não lhes devo a minha coerência


Se me tentam montar, se me tentam sequer tocar o ser

Com o pretexto de retorno à sua realidade

Não a escolhi, não o escolherei, que escolham eles outro

Não lhes devo os meus sonhos


Continuem eles a esculpir o seu modelo de oponente íntegro

A integridade não me vão tirar

E tiro-vos entretanto a lógica

E aí vos fico a devê-la, vampiros retóricos

10 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Florir

Seria irónico descrevê-la distante Mas se é lá que eu a vejo Brilhante, sempre brilhante Brilho do qual só recebo lampejos Não sei porque a ambiciono Porque haveria eu de saber alguma coisa? Por cada

Al-Cácer, que havia de vir

Alcácer Quibir Fecho os olhos Vejo as horas E lá está ele Como que à minha espera Quimera de tão inocente ocorrência De tão farto relato E tão aborrecida e inquietante despreocupação Dessa tão boa alm

Razões

Eu sentir que é mentira Não faz disso uma mentira Faz de mim estúpido O cheiro do desespero tinge Até ao mais belo dos tecidos Até que, conspurcado, seja descartado E eu evitado, por outras razões

©2020 por Braqui. Orgulhosamente criado com Wix.com