Universos e pontos

Um universo

A afastar-se de um ponto

Uma alma

Com origem no equilíbrio

À procura deste mesmo

Uma sociedade

Extremista na sua moderação

Mas no fim converge

Para a utopia

É na fronteira

Que gosto de caminhar

É além desta

Que terreno a desbravar

Temos sempre a perfeita noção

Que tem que haver sempre mais

Isto não é o máximo

É a busca que nos faz fortes

E, no fim

Depois do “tudo” descoberto

Feito o infinito finito

Talvez voltemos

Àquele ponto

Onde nos sentamos a ver

Outras gerações florescer

E partir à descoberta

Nós, vencidos da vida

Sentados no ponto

que demarcámos como certo

Pois é nosso

E foi que descansámos

Repousaremos sobre a esperança

De que não nos incomodem

Com desvarios de quem

Ainda não fez do seu mundo seu

E é um ponto

A afastar-se de um universo.

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