Valorizadores inválidos

Ó gente linda deste mundo Queridos alvos de condescendência Se ao menos vocês soubessem Que pensar é muito menos virtude que sentir E sentir nem virtude é Se ao menos pudessem ver Que o que pisam não é chão mas terra O que calcam não vos submete mas sustenta Porque não reconhecem? Que a vida é especial Bela como nenhum desses bajuladores soube exprimir Não é a beleza que nos faz belos É a rugosidade, é a incoerência, é a teimosia É toda uma pintura excessiva Que, apreciada por nós tão pequenos, Nunca nos poderá exceder É a determinação involuntária Uma limitação de final triste Encarceramento revoltoso Um paradoxo incómodo És tu como ninguém soube ser E se ao menos soubesses tudo isto... Mas duvido que alguma vez saberás O quanto vale uma vida.

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O que a minha poesia diz

Falha minha achar que achariam o que queria que achassem Sem o dizer explicitamente Aqui está, O que a minha poesia diz É que são burros Tão burros que até dói Vocês, exatamente Esqueço-me sempre que

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